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Behaviorismo Radical e Criatividade?

Skinner - Pai do Behaviorismo Radical

Uma grande impostura intelectual utilizada para falsear o Behaviorismo Radical (doravante, Behaviorismo) no âmbito dos estudos de aquisição de linguagem é a questão da criatividade. Dizem que o Behaviorismo é o paradigma do S-R (estímulo e resposta) e que o falante é um sujeito passivo diante ao mundo. Essas afirmações vêm creditadas, principalmente, ao livro “O Comportamento Verbal”, de Skinner (1957), ou seja, advogam que Skinner postulava o homem na perspectiva apresentada anteriormente.

Acontece que na primeira página do livro “O comportamento Verbal” Skinner faz a seguinte afirmação:

Os homens agem sobre o mundo, modificam-no e, por sua vez são modificados pelas [sic] conseqüências de sua ação. Alguns processos que o organismo humano compartilha com outras espécies alteram o comportamento para que ele obtenha um intercâmbio mais útil e mais seguro em determinado meio ambiente. Uma vez estabelecido um comportamento apropriado, suas [sic] conseqüências agem através de processo semelhantes para permanecerem ativas. Se, por acaso, o meio se modifica, formas antigas de comportamento desaparecem, enquanto novas [sic] conseqüências produzem novas formas. (SKINNER, 1978: 15)*

Pensemos, se logo no início do livro o autor defende que o homem também modifica o meio e que é por ele modificado, dificilmente, ele se contradiria tanto ao ponto de falsear seu próprio pressuposto inícial. Assim, desmistificamos o fato de o Behaviorismo Radical não explicar a questão da criatividade comportamental do indivíduo. Skinner concebia o homem pelo tripé da ontogênia-filogenia-cultura, isto é, o homem é um “resultado” de sua história individual, da história de sua espécie (a genética) e da cultura na qual está inserido; e, o mais importante, é sempre frizar que tais contigências determinantes da condição de ser do homem estão em constante transformação.

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Publicado por em 21 de dezembro de 2011 em Aquisição de Linguagem, Behaviorismo

 

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